O nascimento das fábricas

O nascimento das fábricas

Autor: Dhiogo José Caetano

O objetivo do artigo é mostra a “verdade” histórica do nascimento das fábricas, as influências provocadas no meio social, político e econômicas; visando ressaltar os conflitos e barreiras os quais a burguesia teve que enfrentar para implantar o seu objetivo pessoal no meio de produção; utilizando os saberes e a técnicas para desenvolver o processo de transformação do trabalho que passa de um sistema primitivo, para um modelo de produção capitalista.

Para explicar esta relação, antagônicas em decorrer do processo do trabalho, que visava o capital, como fonte principal, foram utilizadas ideais de Marx, Weber e Durkheim que trás a complexidade da vida social em sua varias modalidades, que descreve a realidade social em um processo concreto, um conjunto de características fundamentais de uma sociedade. Podemos perceber que a revolução industrial acelerou o conceito de alienação do trabalho dos meios sociais e produtivos; promovendo uma relação entre os homens de oposição, antagonismo e exploração; o capital transformou o trabalho em uma mercadoria.

As classes sociais, não apresentam apenas uma diferença por status, mas também posições, interesse e consciências diversas. Mas a partir da construção do artigo, foi possível perceber, que as fabricas nascem, mas junto com elas surgi à tecnologia e a modernidade de imediato, ficando claro que a burguesia, queria acabar com o trabalho individual, para ter o controle total não só no capital, mas até mesmo o controle dos saberes e técnicas.

Portanto as fábricas foram introduzidas com grande interesse, de fundamentar e organizar a sociedade, uma relação marcada por conflitos e revoltas de classes, que ao mesmo tempo rejeitavam e aceitavam o ideal, empregado pelas as classes superior, ou seja, a classe proletariado, cujo objetivo é manter a sua subsistência.

PALAVRA - CHAVE: trabalho, fábrica, capital, Marx e conflitos.

INTRODUÇÃO

A partir do século XVI, podemos percebe que dos vários acontecimentos e idéias, nenhum se realizou tão desgraçadamente com a sociedade do trabalho; fábricas-prisões, fábricas-convento, fabricassem salário, sonhos realizados pelos patrões, que tornou possível a glorificação do trabalho; palavra que tinha como significo penalidade, cansaço, dor, esforço extremo, um estado de pura miséria e pobreza; mas uma nova concepção da palavra trabalho surgiu no século XVI, uma visão que trás positividade.

Adam Smith afirma que o trabalho e fonte de toda a riqueza, alcançando o topo do “sistema de trabalho de Marx”, pois o trabalho passa ser a fonte de toda a produtividade e expressão da própria humanidade do homem. A glorificação do trabalho se fortalece com o surgimento das fábricas mecanizadas, a qual alimenta a ilusão, que a partir dela há limites para produtividade humana. Percebemos que as fábricas ao mesmo tempo em que confirmavam a potencialidade criadora do trabalho, anunciava a dimensão ilimitada da produção.

A presença da máquina, trás com sigo a superação de barreiras da própria condição humana, uma reflexão que propõe uma imagem cristalizada do pensamento do século XIX, que se reduz a um acontecimento tecnológico, que apresenta uma intervenção de organizar e disciplinar o trabalho. Durkhein divide o trabalho em dois momentos identificado como uma espécie social, que estabelece a passagem da solidariedade orgânica; tipicamente relacionado às fábricas, ao conceito de solidariedade orgânica, afirmamos a aceleração da divisão do trabalho social, os indivíduos se tornam interdependentes. Essa interdependência garante a união social ao mesmo tempo em que os indivíduos são mutuamente dependentes, cada qual se especializa numa atividade e tende a desenvolver maior autonomia pessoal.

VIDA OU SUBSISTÊNCIA

O trabalho nas fábricas, não permitia, ao homem, pensar além do que já foi dado, o mercado estabelecia ao homem o que pensar e agir, empregando regras, portanto o comércio não só impõe aos homens determinadas tecnologias, como também impede que seja possível pensar em outras tecnologias.

Portanto deve-se pensar segundo regras já definidas, e a sua oposição, em relação à sociedade é juntamente a impossibilidade de pensar além das regras. Falar de mercado ou divisão social do trabalho do é apropriar-se da idéia, que o homem está vetado e impossibilitado de saber; um saber que restitui e serve hoje para manter a ordem de domínio político, técnico, cultural e etc.

Os mecanismos permitem o reconhecimento de uma imposição de normas de valores próprios de determinadas sociedades em que aparece dotada de universalidade; podemos utilizar como exemplo, o pensar do desenvolvimento de uma sociedade burguesa no seio da sociedade feudal, que logo imaginamos a instituição do mercado como esfera universalizadora de uma nova ordem que se impõe.

A autodisciplina, proposta pela classe dominante, torna-se idéias dominantes de toda a sociedade uma aplicação de novas normas, idéias e valores, que enfrenta conflitos gerados pelos trabalhadores que não, estava disposto a seguir normas, a cumprir horário e aceitar ordem de um superior; mas com o processo de organização das fábricas que constituía em primeiro momento de um trabalho manufatureiro, portanto fica claro que a tecnologia não surgiu juntamente com as fábricas. Em primeiro momento foi utilizada a força de trabalho como mercadoria, não se tratando de uma mercadoria qualquer, pois o trabalho significa a criação de valor, sendo reconhecido como verdadeira fonte de riqueza da sociedade. Afirma os marxistas que “o capitalismo transformou o trabalho em mercadoria”; portanto o valor da mercadoria dependia do tempo de trabalho que era estabelecido, da habilidade individual media e a condição técnicas vigentes na sociedade. Por isso o valor de uma mercadoria era incorporado ao tempo de trabalho socialmente necessário para a produção.

Sabemos que o capitalista produz com intuito de obter lucro, isto é quer ganhar com sua mercadoria, mas do que investiu. Podemos citar o exemplo da mais-valia de Marx, onde o trabalhador trabalha mais tempo e ganha o mesmo valor, ou seja, gera um valor maior do que e pago na forma de salário.

Porém, nota-se que a insuficiência do valor correspondente, do salário pago para o trabalhador, não sendo suficiente para a sua subsistência, provoca uma luta entre as classes, de um lado encontra-se a burguesia, do outro os menos favorecidos, que agora fazem parte de uma dimensão na qual o homem pensa e age, tornando o seu lugar imaginário e real, onde se opera efetivamente a divisão do social. As desigualdades sociais eram provocadas pelas relações de produção do sistema capitalista que divide os homens em proprietários e não proprietários dos meios de produção, afirma Marx que “As desigualdades são à base da formação de classes sócias”. Podemos perceber uma relação entre os homens, de oposição, antagonismo e exploração da classe proprietária, ou seja, a burguesia, sobre os trabalhadores a classe proletariada.

DESIGUALDADE SOCIAL E CONFLITOS

Em meio ao confronto nasce o sujeito social a imagem de que existe a imperiosidade da figura do capitalismo como elemento indispensável para o próprio processo de trabalha. A discussão está diante de uma situação história na qual o domínio da sociedade, embora esteja delimitado pelo dispositivo do mercado, não se transformou ainda em domínio técnico; no caso a razão técnica, por mais que esteja sob o domínio de quem participa do processo de trabalho, ainda não representa um instrumento através do qual se possa exercer o controle social.

Marglin mostra que nenhuma tecnologia avançada determinou a união dos trabalhadores no sistema de fábricas, seguindo em direção de como esse sistema possibilitou a disciplina e a hierarquia na produção, baseado na dispersão dos trabalhadores domésticos, que gerava problema ao capitalista, isto é desvio, de parte de produção a falsificar dos produtos, utilizando a matéria-prima de qualidade inferior àquelas fornecidas pelo capitalista.

O sistema fabril representou a perda desse controle dos trabalhadores domésticos; pois nas fábricas a hierarquia, a disciplina, a vigilância e outras formas de controle, tangíveis que tornaram pontos que os trabalhadores acabaram se submetendo ao regime de trabalho, ou seja, o domínio do capitalista sobre o processo de trabalhadores. Em primeiro lugar os comerciantes precisavam controlar e comercializar toda a produção dos artesãos com desejo de reduzir ao mínimo as praticas de desvio dessa produção; assim as fábricas transformam-se no marco organizador do desejo empresarial, um sistema ditado com necessidade de organização que teve como resultado uma ordem disciplinar durante todo o transcorrer da modernidade.

Na realidade as máquinas só foram desenvolvidas e introduzidas depois que os tecelões já haviam sido concentrados nas fabricas; os tecelões, os ceramistas não estavam acostumados com esse novo tipo de disciplina; segundo um historiador inglês, os ceramistas haviam gozado de uma independência durante muito tempo para aceitar amavelmente as regras, procurava implantar, a pontualidade, a presença constante, as horas prefixadas, as escrupulosas regras de cuidado e de limpeza a diminuição dos desperdícios, a proibição de bebidas alcoólicas; promovendo uma formação de um conjunto magnífico de mão.

O desenvolvimento foi crucial no que se refere ao estabelecimento do sistema fabril contribuído na efetivação de uma disciplinarização geral na força de trabalho; ocorrendo um impacto de poderosas forças, atrativas ou repulsivas, que o trabalhador ou artesão inglês se transformou em mão-de-obra fabril, afirmando uma nova relação de poder hierarquizado e autoritarista. Alguns historiadores ingleses afirmam mesmo que o êxito alcançado por alguns empresários capitalistas, em meio a tantos fracassos que rodearam as primeiras tentativas de instalação das fábricas, deve-se muito mais á qualidade de direção dessas empresas do que a uma substância de mudanças de qualidade do trabalho ou das máquinas.

O processo descrito esclarece a dependência do capitalismo em relação ao desenvolvimento das técnicas de produção; mostrando, ainda como o trabalho, sob o capital, perde todo o atrativo e faz do operário mero apênde da técnica, o homem, torna-se o principal elemento da força produtiva, e é o principal responsável pela ligação ente natureza e a técnica e os instrumentos. Porém os revoltosos e os destruidores de maquinas, se manifestava em varias regiões, como maneira criteriosa de como lutar, desencadeada não contra a mecanização em geral, mas em direção a determinadas máquinas em particular. Mas apesar de toda a resistência e das vitórias alcançadas pelos quebradores de máquinas, já por volta de 1820 “os avanços tecnológicos” adicionais mudaram de nova geração de operários acostumados à disciplina e á precisão da fábrica.

CONCLUSÃO

A utilização da maquinaria não só visava conseguir a docilização e a submissão do trabalho fabril e, neste sentido assegurar a regularidade e a continuidade apresentou um forte obstáculo do trabalhador fabril. As maquina vão sendo introduzidas, ajudando a criar um marco dentro do qual se podia impor uma disciplina, mas sua introdução se deu uma ação de contra partida dos patrões para controlar as greves e as outras formas de militância industrial.

Marx em O Capital, embora saudasse o advento do universo fabril como o limitar de uma nova era, deixa de ficar profundamente apreensivo com relação à introdução das máquinas automáticas no processo de trabalho o qual dizimaria a sociedade trabalhadora; nesse sentido enfatiza o determinismo pelo saber a técnica, cujo fundamento estava ligado ao inerente bojo de implicação relacionada à hierarquia, disciplina e controle do meio de trabalho, ao mesmo tempo em que separa crucialmente a produção do saber técnico.

Enfim, as relações sociais, produzidas a partir da expansão do mercado capitalista, com a união das fábricas, geraram uma relação antagônica na sociedade tornando possível o desenvolvimento de uma determinada tecnologia que impõe, não apenas aos instrumentos que incrementa a produtividade, mas como principal instrumento de controle, disciplinar que enfrenta conflitos da relação entre consciências e realidade e principalmente a dinâmica histórica.

Autor: Dhiogo José Caetano

Como citar este texto: 

Anonimo (11 de Mar de 2011). "O nascimento das fábricas". [en linea]
Dirección URL: https://www.econlink.com.ar/nascimento-fabricas (Consultado el 17 de Nov de 2017)